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Bolsista da Orquestra Tom Jobim é aprovado em mestrado no Canadá

02 de agosto de 2018

Jovem violoncelista de 23 anos conta os desafios do processo seletivo e fala sobre a sua formação musical

Gustavo Rocha Fernandes, violoncelista da Orquestra Jovem Tom Jobim, foi aprovado para o curso de mestrado em performance de violoncelo na Universidade de Manitoba, em Winnipeg, no Canadá. Nos próximos anos, o jovem de 23 anos vai estudar com a violoncelista Minna Rose Chung. Assim como boa parte dos estudantes brasileiros de música, Gustavo planejava aperfeiçoar os estudos fora do país em algum momento da vida. A chance surgiu no final de 2017, quando um antigo professor, o violoncelista André Micheletti, contou que a Universidade de Manitoba estava oferecendo bolsas de estudos. Assim que ficou sabendo da oportunidade, Gustavo se dedicou a estudar as peças solicitadas no edital do processo seletivo para gravá-las, com a ajuda da pianista Liliane Kans, e enviá-las para a instituição canadense.

A resposta veio em menos de uma semana: aprovado. Apesar da boa notícia, Gustavo precisava cumprir outras etapas antes da comemoração final, como prestar o exame de língua inglesa TOEFL e submeter o histórico escolar de seu bacharelado na Faculdade Santa Marcelina. “A bolsa de estudos dependia da nota do TOEFL e da minha média na faculdade”, conta. O processo foi “longo, difícil e complicado”, revela o jovem músico, mas concluído com êxito com o apoio de sua família.

Mais do que aprofundar os estudos técnicos em violoncelo, lidar com as responsabilidades do mestrado e vivenciar as práticas musicais coletivas canadenses, tocando em orquestras sinfônicas e em grupos de música de câmara, Gustavo reflete sobre a possibilidade de expandir os horizontes além da música ao estudar em outro país. “Tenho certeza que será uma experiência muito rica. Terei que lidar com diferenças como língua, cultura, clima e tantos outros desafios que mudam o modo como vemos o mundo e a forma como nos relacionamos com as pessoas de um modo geral”, comemora.

Como tudo começou…

Todo o contato inicial de Gustavo com a música, incluindo os dois primeiros anos de estudo de violoncelo, aconteceu na igreja. O jovem passou pelo violino e pelo saxofone antes de chegar ao violoncelo, aos 13 anos. De lá para cá, a aspiração de aperfeiçoar os estudos musicais não parou mais de crescer. Gustavo passou pelo Instituto Bacarelli, Instituto Fukuda, EMESP Tom Jobim e concluiu o bacharelado em violoncelo pela Faculdade Santa Marcelina em 2017.

De 2013 a 2015, fez parte da Orquestra Jovem do Estado – grupo artístico ligado à EMESP Tom Jobim com o qual se apresentou nas principais salas de concerto do estado de São Paulo e, também, em outros países, como Alemanha, Holanda, França e Estados Unidos. Em 2017, o violoncelista foi aprovado para integrar outros dois grupos ligados à EMESP: a Orquestra Jovem Tom Jobim e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. Para ele, participar desses grupos artísticos foi fundamental para o seu aprofundamento na prática orquestral. “Pude adquirir uma vasta experiência de preparação de repertório, trabalho em grupo, experiência de palco, turnês e viagens”, afirma.

O jovem destaca ainda que a possibilidade de tocar sinfonias na Orquestra Jovem do Estado, música popular na Orquestra Jovem Tom Jobim e ópera na Orquestra Jovem do São Pedro, acompanhando cantores em diversas árias, proporcionou “uma experiência ímpar e riquíssima, que dificilmente um estudante de música poderia obter em uma única escola de música”. Ainda de acordo com Gustavo, a EMESP possibilita essa formação com excelência e cria um ambiente que abre a mente dos jovens estudantes, ao mesmo tempo em que mostra diversos caminhos possíveis dentro da carreira musical. “Provavelmente, uma das melhores e mais completas escolas de música do Brasil”, afirma.