Aluno da EMESP se apresenta no Instrumental SESC Brasil

11 de Abril de 2017

O Duo Rafael Beck & Rafael Schimidt interpreta clássicos de Altamiro Carrilho na próxima segunda, dia 17 de abril

Com apenas 16 anos de idade e muito talento, o flautista Rafael Beck se prepara para apresentação no Instrumental SESC Brasil ao lado de seu parceiro, o violonista Rafael Schimidt, e o regional Luizinho 7 Cordas; com o cavaquinista e bandolinista, Agnaldo Luz, e o pandeirista, Alexandre Lora.

O duo vai apresentar o CD Rafael Beck & Rafael Schimidt - Interpretam Altamiro Carrilho no Sesc Consolação, no dia 17 de abril, com entrada gratuita. Além do repertório com músicas de Altamiro, os músicos interpretam temas de Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Dilermando Reis, Jacob do Bandolim e Zequinha de Abreu. Uma semana depois, no dia 24 de abril, Hermeto Pascoal sobe ao mesmo palco. Rafael Beck reconhece que a responsabilidade é grande, mas revela estar muito feliz e ensaiando bastante para realizar um bom espetáculo.

O jovem conta que o seu despertar para a música aconteceu no ensino fundamental ao aprender a tocar flauta doce, mas como a grade curricular permitia apenas o ensino básico do instrumento, recorreu ao seu pai que é músico para continuar estudando. Beck trocou a flauta doce pela transversal e foi estudar com o professor Celso Salgado. Sob influência de Tom Jobim, também aprendeu a tocar piano para praticar harmonia. A primeira vez que subiu ao palco, aos 8 anos, foi para se apresentar ao lado de Dominguinhos, no Festival de Inverno de Atibaia, em 2009.

Mais tarde, em 2010, ingressou na EMESP Tom Jobim e se aprofundou no estudo da música erudita com a professora Sarah Hornsby, que o acompanha desde então. Além das aulas de flauta transversal, Beck estuda música de câmara na Escola e destaca a importância do método de ensino para o aprendizado individual e coletivo do instrumento.

Para o jovem de Atibaia (SP), a música erudita aumentou as suas possibilidades. Segundo ele, o estudo das duas áreas é importante e se complementa, pois a música erudita possibilita conhecimento mais técnico e a popular permite a improvisação. “Eu recomendo que todo músico tenha uma educação musical mais formal, pois a teoria abre caminhos diferentes. Se o músico não sabe ler partitura, por exemplo, nunca poderá tocar em uma orquestra”, destaca. Atualmente, Rafael concilia as aulas de música na EMESP Tom Jobim, em São Paulo, com o terceiro ano do ensino médio na cidade de Atibaia (SP), e revela que pretende seguir com a carreira musical e com o duo Rafael Beck & Rafael Schimidt após a sua formatura.

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